quarta-feira, 25 de maio de 2011


O DIREITO AO SAGRADO MASCULINO...


Para que suas filhas fossem cortejadas, ela então, deixou que este tal, ficasse em pé sobre seu corpo.

E assim o homem tocou o chão com seus pés, seu espírito foi dado a ele e habitou sua espinha, passando a enxergar o mundo e nele descobriu sua existencia e em sua essência, tinha a terra por sua mãe e a ela, devotou a sua gratidão e seus anos por sua vida.

Foi quando então a Beleza, desceu até esta terra e possuindo suas filhas nelas habitou. Ao homem foi dada a dádiva de enxergar e reconhecer tal espírito, então nasceu o cortejo dos homens.

Deitou-se ele e sentiu prazer. Deitou-se o homem, e se fez completo em seu designio, cortejando as filhas da Terra, passou a deseja-las e a elas estar ligado.

Estava a beleza viva nelas, mas no homem estava vivo o desejo. Assim ele, depoistou-se na mulher, e ela se fez terra por sua vez, e trouxe a lúz de perpétuos nascimentos...

Andou a mulher sobre o homem e lavrou a terra com sua semente. Se fez a mulher dona da vida, senhora da morte, aquela que porta a beleza de sua mãe, portadora do desejo e de tudo que ao homem movia.

Reconhecendo esta tal dignidade, fez o homem junto com a mulher a sua raça, criou-se valores, buscou seus espiritos, elevou-se.

Então, finalmento conseguiu o homem enxergar sua morte, comheceu a dor além de seu corpo, e teve seus desejos expandidos para além de si.

Agora, estava também o homem possuido pela mulher, então desejou a denfender de sua dor.
Nela depositou suas esperanças, e por ela fez suas guerras...

As ditas guerras por estes homens feitas, estavam cheias de desejos de cortejar a beleza, de ser posto ao lado da eternidade para sempre em pé sobre o mundo.

Vendo que suas filhas agoram se deitavam com estes homens cobertos pelo sangue, a Mãe de todos passeava sobre si mesma e então soprava conhecimetos e os soltava aos cuidados dos ventos.

Nestes tais ventos, descobriram os homes, os rostos de seus Pais...E o pai de cada homem ao filho entregava a suas sagradas leis mostrando a beleza da vida, alimentando o desejo de ser possuido pela força dos ventos soltos no mundo e assim nesceram as leis dos homens.

Quando o filho se tornou Pai, a este filho mostrou-se a face de seu próprio Pai. Ao filho mostrou-se a caça que alimentava sua raça, mostrou-se a lança, o punhal e a espada...
consagrou-se os filhos ao fogo e aos chifres.

Então ao homem mais uma dádiva lhe foi dada, agora nele tambpem estaria habitando a Beleza,estava ele em pé sobre sua mãe com suas armas e seu orgulho divino.

Criou o homem seus caminhos e cultos, mas acima de todos os mistérios pairava a vida do homem e seu sentido genital, sabia o homem a razão de sua existencia e seu fim.

Em sua marchas glorificava a beleza de seu Pai, a vida do chão que lhe foi dado, a eternidade de sua Mãe, o prazer das filhas desta que enamorava.

Correu selvagem pelo mundo, gritou ao céu, bebeu sangue, deixou-se ser possuido pela fúria, conquistou chifres e cascos, ajoelhou-se ante sua Dama e se fez homem.

Aquele que se fez para a guerra, para as filhas do mundo...eis o sagrado MASCULINO.





LWNDLEY 25.05.2011.

sábado, 16 de abril de 2011

Uma crônica sobre o Diabo...


Quando criança eu achava que eu era, me disseram:

_Uma coisa muito triste é o Diabo!
_Este seu nome, Satanás; Não...não o diga jamais!

Quase apurrinhado, e digo quase justamente porque achava que criança era eu, neste mundo ficava a pensar:

_Por que tanta tristeza esse malvado insiste em carregar? Por que será que assim está de mal com o mundo? E por que o belo som de seu nome soa assim tão triste?

Ah! Mas era eu uma criança oficial, nada sabia destas coisas politicas e tudo que remoía a minha cabeça, era não saber, por que os barcos não afundam?

Sabe, o tempo marcha sem nunca parar,
dessa maneira se fazem os amigos invisiveis,
então achava eu, que estava crescendo feito homem...homenzinho!
E não é que o tal ali estava!!!
É ...ele mesmo o tal chifrudo!

Quanto tempo passou, e ele ainda pelejando, não sabe perdoar mesmo!
Agora já sabia eu, alguns dos" porques", inclusive sobre barcos.

Mas agora percebia que sobre a tal tristeza, eu nada sabia,
e que coisa mui triste era este nada saber!

Então, daí, fui eu ser um chato, ouvi falarem para mim:
_Deixe disso menino.

E eu; Bem , eu não deixei! ...Coisas de quem pensa ser homenzinho.

Hoje, quase lá, sabe-se onde, ainda hoje vejo a tal intriga.
Mas sabe?
Alguma coisa mudou, pois em minha chatice, descobri algo que assustou o menino:

_Foi deus quem fez o Diabo, acho que por esta razão, nele há tanta tristeza!

E assim o garoto se foi!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Feminino Fulgaz...

Fulgaz é o tempo? Fulgaz é a vida? Fulgaz é o pensamento?
Não!...Fulgaz é a mulher!
Pois quem, a não ser esta tal, faz a vida com sua própria vida?
Quem, a não ser ela, esta dama, aquela que faz o mundo viver ao redor seu, e ela nele?
Sim, muitos dos mistérios do mundo, vejo eu nela, esta mulher!

Solta pelo mundo, caminha aprisionada em pensamentos,
procria sua alma, sobre os pastos da Deusa!
Deusa?
Ela é a Deusa, este é o mistério!

Fulgaz é o tempo?
Não, fulgaz é a mulher , que o tempo tece
Fulgaz é a vida?
Não, fulgaz é a mulher, que em seu ventre a vida se aloja!
Fulgaz é o pensamento?
Não!
Fulgaz é a mulher que vive e está em todos os pensamentos do mundo!
Toma o tempo para si, faz da vida o seu palco!

E quem nunca jamais beijou o seio de uma mulher?
Fulgaz é esta mulher dona de si, dona de mim, Senhora de nós...sempre fulgaz!


Lwndley...dedicado à Carina...minha Cá!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011


O segundo Manifesto...

Para aquele que se fez enamorado da sabedoria e decidiu abandonar velhos mitos, afim de encontrar-se com seu caminho, este velho homem deve desejar a morte, morte esta vista em seu velho espelho um reflexo que pálido se tornará até seu desaparecimento.
Coroando-se seu próprio senhor, deverá declarar então, que não mais haverá ímpios diante de si, deverá reconhecer que sua pátria se faz antiga e vazia e que seu espírito deve buscar posse de uma nova criatura.
Este novo e solitário senhor, almeja um coração e este será seu lar.E este é seu desejo.
O caminhar para a aurora segue o conhecimento de que morto já se está, e todo aquele que consegue enxergar sua própria morte, terá em suas mãos a luz do renascimento.Então qual será a aurora de um novo destino senão a morte deste antigo homem o" louco parricida".Assim se faz um novo destino, destino este, nada mais do que um sopro sobre o mar que abriga o navio desta vida.
O caminho de sua aurora exige do homem o subjulgo dos ímpios, pois cabe ao homem desejar a morte do homem que observa em seu espelho e tudo mais que nele um dia, já foi refletido.
Possuir sabedoria, é um caminho de abandonos, um caminhar entre o aprender a morrer em si e para si.Este é o caminho da Aurora.
O homem se fez homem através de seu pensamento. Mas tal é o pensar , que este também fez o medo. O medo de deixar-se para o passado e não mais existir e nisso se fez presente então o medo de encontrar-se com a morte!
E este tal medo, fez deuses, fez do homem um escravo, fez de ímpios senhores da verdade, fez do pensamento, cinzas...
E este homem, prisioneiro de seu medo, este deve desejar a morte, deve sepultar este que jamais vivo foi.
O pensamento exige intimidade com os funerais, em especial o seu próprio e tão somente assim com esta disposição este tal pensamento poderá se valer do tempo, o tempo das coisas do homem...coisas que fazem de um moribundo um humano!
A morte já é uma reserva,portanto não tema aquilo que já reservado está.Não crie falsas esperanças através das palavras dos ímpios, pois o homem que vive fora de si e crê na divina revelação, este morto já está!
A Aurora chama por aquele que em meio a noite, busca um abrigo para sua alma desencarnada,despida de seu antigo profano corpo.Espírito possuidor que habita o coração de outros e que não reserva em seu prório algum lugar para um deus estrangeiro.
A Aurora existe para aquele que é memória, que olha para a luz daquilo que já não mais existe e que sempre existirá.

domingo, 2 de janeiro de 2011


Manifesto da Luz

O Princípio da sabedoria é a negação de qualquer semelhança do homem com qualquer Deus por ventura edificado na mente sob a tutela de ímpio.Ao homem fica o legado de seu não conhecimento sobre a verdade. A verdade não está no homem, o homem só conhece o medo, ou em sua ignorância nem ao menos o medo reconhece, e assim morrerá...





Reside sabedoria na negação da divindade por parte do homem pelo simples e objetivo fato de esta atitude coloca o homem no centro de seu universo, e nesta posição este deve dar início a sua obra.Tal obra nasce para o mundo quando este homem decide tomar posse de si mesmo e somente desta forma o comum poderá ser transformado.

A verdade em si, e a verdade como intuição, não fazem parte e não são encontradas como uma característica do homem, pois este é cercado de mistificações e de construções falsas sobre a concepção de um sentindo espiritual de sua natureza.

Antes de iniciar sua sabedoria o homem está fadado a ser tratado por doentes moribundos, sua mente está turva e mau cuidada. Entrega-se aos cuidados de um outro homem semelhante e este oferece suas limitações e cegueira com luz e liberdade. Perdido em seu caminho , desconhecido para si mesmo, crente de sua semelhança com o divino, nisto consiste o Ímpio.

Ímpio é o homem que desvia o homem de sua morte ,e todo aquele que busca o paraíso no deserto de sua vida, e todo aquele que promete a vida e esperança para aquele que condenado a morte, está . Este homem, este se faz ímpio.

A obra do ímpio é muda para o individuo. Ela é dedicada as massas pois nas massas se encontram os escravos. Maldito seja o ímpio por desviar o homem de sua morte, ou seja, desviar o homem de negar seus Deuses e tomar posse de si mesmo.

O caminho da luz está distante do ímpio e para ele não há salvação. Para o ímpio a morte lhe cai bem, sendo esta a verdadeira escura sala de sua alma.

A verdade jamais é simplesmente revelada ou inspirada ao homem a não ser pela sua vontade de superar a si mesmo.

A vontade de morrer é a vontade de renascer.

A vontade de uma eterna vida, significa a vitória da ignorância sobre o despertar.

Para o homem não existem Deuses, e para os Deuses não há o Homem, pois a vida do homem é justamente o que deve ser deixado aos chacais e ser superado.

O homem que cultiva a fé em seus Deuses, faz destes, Deuses do homem, e qual o homem que pode possuir um Deus?Não será este um lunático?

O homem que busca superar sua loucura encontra-se com a negação de tais fantasmas,e este se faz presente no caminho para torna-se humano.