quarta-feira, 26 de janeiro de 2011


O segundo Manifesto...

Para aquele que se fez enamorado da sabedoria e decidiu abandonar velhos mitos, afim de encontrar-se com seu caminho, este velho homem deve desejar a morte, morte esta vista em seu velho espelho um reflexo que pálido se tornará até seu desaparecimento.
Coroando-se seu próprio senhor, deverá declarar então, que não mais haverá ímpios diante de si, deverá reconhecer que sua pátria se faz antiga e vazia e que seu espírito deve buscar posse de uma nova criatura.
Este novo e solitário senhor, almeja um coração e este será seu lar.E este é seu desejo.
O caminhar para a aurora segue o conhecimento de que morto já se está, e todo aquele que consegue enxergar sua própria morte, terá em suas mãos a luz do renascimento.Então qual será a aurora de um novo destino senão a morte deste antigo homem o" louco parricida".Assim se faz um novo destino, destino este, nada mais do que um sopro sobre o mar que abriga o navio desta vida.
O caminho de sua aurora exige do homem o subjulgo dos ímpios, pois cabe ao homem desejar a morte do homem que observa em seu espelho e tudo mais que nele um dia, já foi refletido.
Possuir sabedoria, é um caminho de abandonos, um caminhar entre o aprender a morrer em si e para si.Este é o caminho da Aurora.
O homem se fez homem através de seu pensamento. Mas tal é o pensar , que este também fez o medo. O medo de deixar-se para o passado e não mais existir e nisso se fez presente então o medo de encontrar-se com a morte!
E este tal medo, fez deuses, fez do homem um escravo, fez de ímpios senhores da verdade, fez do pensamento, cinzas...
E este homem, prisioneiro de seu medo, este deve desejar a morte, deve sepultar este que jamais vivo foi.
O pensamento exige intimidade com os funerais, em especial o seu próprio e tão somente assim com esta disposição este tal pensamento poderá se valer do tempo, o tempo das coisas do homem...coisas que fazem de um moribundo um humano!
A morte já é uma reserva,portanto não tema aquilo que já reservado está.Não crie falsas esperanças através das palavras dos ímpios, pois o homem que vive fora de si e crê na divina revelação, este morto já está!
A Aurora chama por aquele que em meio a noite, busca um abrigo para sua alma desencarnada,despida de seu antigo profano corpo.Espírito possuidor que habita o coração de outros e que não reserva em seu prório algum lugar para um deus estrangeiro.
A Aurora existe para aquele que é memória, que olha para a luz daquilo que já não mais existe e que sempre existirá.

domingo, 2 de janeiro de 2011


Manifesto da Luz

O Princípio da sabedoria é a negação de qualquer semelhança do homem com qualquer Deus por ventura edificado na mente sob a tutela de ímpio.Ao homem fica o legado de seu não conhecimento sobre a verdade. A verdade não está no homem, o homem só conhece o medo, ou em sua ignorância nem ao menos o medo reconhece, e assim morrerá...





Reside sabedoria na negação da divindade por parte do homem pelo simples e objetivo fato de esta atitude coloca o homem no centro de seu universo, e nesta posição este deve dar início a sua obra.Tal obra nasce para o mundo quando este homem decide tomar posse de si mesmo e somente desta forma o comum poderá ser transformado.

A verdade em si, e a verdade como intuição, não fazem parte e não são encontradas como uma característica do homem, pois este é cercado de mistificações e de construções falsas sobre a concepção de um sentindo espiritual de sua natureza.

Antes de iniciar sua sabedoria o homem está fadado a ser tratado por doentes moribundos, sua mente está turva e mau cuidada. Entrega-se aos cuidados de um outro homem semelhante e este oferece suas limitações e cegueira com luz e liberdade. Perdido em seu caminho , desconhecido para si mesmo, crente de sua semelhança com o divino, nisto consiste o Ímpio.

Ímpio é o homem que desvia o homem de sua morte ,e todo aquele que busca o paraíso no deserto de sua vida, e todo aquele que promete a vida e esperança para aquele que condenado a morte, está . Este homem, este se faz ímpio.

A obra do ímpio é muda para o individuo. Ela é dedicada as massas pois nas massas se encontram os escravos. Maldito seja o ímpio por desviar o homem de sua morte, ou seja, desviar o homem de negar seus Deuses e tomar posse de si mesmo.

O caminho da luz está distante do ímpio e para ele não há salvação. Para o ímpio a morte lhe cai bem, sendo esta a verdadeira escura sala de sua alma.

A verdade jamais é simplesmente revelada ou inspirada ao homem a não ser pela sua vontade de superar a si mesmo.

A vontade de morrer é a vontade de renascer.

A vontade de uma eterna vida, significa a vitória da ignorância sobre o despertar.

Para o homem não existem Deuses, e para os Deuses não há o Homem, pois a vida do homem é justamente o que deve ser deixado aos chacais e ser superado.

O homem que cultiva a fé em seus Deuses, faz destes, Deuses do homem, e qual o homem que pode possuir um Deus?Não será este um lunático?

O homem que busca superar sua loucura encontra-se com a negação de tais fantasmas,e este se faz presente no caminho para torna-se humano.