domingo, 11 de março de 2018

Uma questão de inferioriade. (Outras cavernas).
Imagine  cientistas que trabalham observando um grupo de gorilas num ambiente retirado. Vamos imaginar que estes tais gorilas tem a percepção da presenças desses cientistas, mas que entretanto tal percepção é limitda, não ocorrendo por partes desses gorilas uma acepção real sobre o que são, o que fazem, de onde vem e qual o propósito final dessas observações. tais gorilas de fato, nem podem afirmar com certeza, que se tratam de observações as incursões desses estranhos "aparentados" entre sua sociedade.
Vamos considerar que esta sociedade de gorilas tenha atingido certo grau e consciência, quem sabe podemos dizer, um grau primário ou segundário de inteligência. Através dessa inteligência desenvolveram linguagem e através dessa linguagem, desenvolveram uma cultura sofisticada num sentido de intrincados sistemas de existências e postulados sobre a vida num sentido geral.
Percebem (ou concluem) que essa tal sofisticação lhes é uma característica própria e específica, e que portanto não é encontrada no ambiente ao redor, o que faz desse existência pelo julgo do próprio existênte, algo superior e raro.
Pela perspectiva fechada do sitema onde vivem, a verdade é uma tradução que nasce de dentro para fora desse grupo e assim todas as explicações racionais e a própria racionalidade nasce da experiência típica dessas formas de vida, sendo assim, qualquer concepção fora desse contexto torna-se facilmente fantástica e rejeitával.
Num dado momento há de certa forma uma circunstância que cruza as existências dos gorilas e sua cultura, com as existências dos cientístaas e seus interesses. Pela perspectiva do cientísta, os gorilas são material de estudo e passível de proteção, vez que estes se encontram em processo de extinção assim como o próprio meio ambiente em que vivem.
Pela perspectiva dos gorilas; as entidades observadoras são várias possibilidades, indo do mais fantástico ligado ao misticismo, ao racionalizável mítico. Seja como for a posição sobre a questão, ignora-se toda a circunstância ao redor de seu próprio mundo (ambas as partes). Não há conhecimento primáriamente suficiente para avaliar os observadores num grau que seja minimamente próximo de uma verdade (via realidade do gorila).
Há um desejo secreto existênte nestes gorilas: Que tais observadores se aproximem, se revelem, que interajam com eles e que assim promovam neste estreitamento, um bem que finde o mistério e que desterre a verdade.
Como poderia ocorrer tal desfecho? Como o ciêntista explicaria  ao gorila sua condição? Como explicar uma extinção quase inevitavél, a indiferença ou inexistência dos deuses, a inferioriade racional, os conceitos de nicho, de raça, filo, gênero? Como explicar a civilização, as leis, o sistema financeiro, a ciência, a filosofia, os valores, os bens materiais? Junto a perspectiva do ciêntista o mundo do gorila é totalmente dependente das verdades pelos ciêntistas nutridas. Há uma questões éticas para o cientísta onde para os gorilas há o prredomínio moral.
As revelações desejadas pela sociedade de gorilas seriam insuportáveis quando consideradas ou seriam descartadas como infâmes quando confrontadas com aquilo que os conservaram gorilas como entidades superiores em seu mundo. O próprio significado de verdade tem níveis diferentes entre as partes e por fim tem consequências sensívelmente particulares. Mesmo que os tais gorilas tivessem uma súbta apreciação da verdade, seria uma verdade do inferior junto ao superior revelado. Mas essa verdade não diz que tal superior também se encontra numa outra escala junto ao conhecimento. Entretanto para a sociedade inferior, as informações poderiam ser potencialmente danosas. Partindo do conhecimento revelado, nem sempre este conhecimento encotrará apoio. Poderá ser rejeitado o conhecimento e o conhecedor.Poderiam ser rejeitados os ciêntistas como símbolos do mal, do engano. Poderiam sofrer ataques bem como ao contrário; seriam estes idolatrados e tidos por deuses salvadores, alcansando assim uma santificação nada producente ou real para sua verdadeira condição. Para o cinetísta as relações sociais e as relações metafísicas desse grupo, são obviamente fantasiosas e a condição de extinção do grupo, somente reafirma essa impressão. O engano do gorila é crer-se verdadeiramente superior dentro de um mundo que ele ignora e ignora desastrosamente a verdade que o transcende. O abismo entre as partes revela o abismo entre a cosnciência existente num dado momento e contexto e a verdade universal. Alguns homens encontram-se sabedores dessa condição; não os gorilas. Alguns homens ignoram as observações a que são postos assim como os gorilas e são impedidos de conhecer por uma ignorância intransponível.
"A verdade é uma questão de ignorância em maior ou menor grau".
                                                                    L.L.L. 11.03.2018